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4 itens que todo mundo ama, mas deixam a manutenção do carro mais cara

Faróis de LED, rodas grandes, painéis digitais e sistemas de assistência elevam custos de reparo, seguro e limitam o uso de peças paralelas.

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4 itens que todo mundo ama, mas deixam a manutenção do carro mais cara

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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Faróis de LED, rodas grandes, painéis digitais e sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) viraram sinônimo de carro moderno no Brasil. Dentro de um mesmo modelo, esses itens normalmente diferenciam versões intermediárias das topo de linha e ajudam a justificar preços mais altos nas concessionárias. O que nem sempre entra na conta é o impacto direto dessas escolhas no custo de manutenção, no valor do seguro e no preço das peças de reposição.
 
Com mais eletrônica embarcada e componentes integrados, o veículo passa a exigir reparos mais complexos e caros. Em muitos casos, sequer existe a alternativa de peças paralelas, o que reduz a margem de economia para o proprietário.
 
Farol halógeno ou full LED: o mesmo carro, custos bem diferentes
 
Em diversos modelos à venda atualmente, versões de entrada ainda utilizam faróis halógenos, enquanto as configurações mais completas adotam conjuntos full LED. No Fiat Argo, por exemplo, as versões básicas contam com lâmpadas substituíveis, enquanto as mais caras utilizam módulos de LED fechados, com DRL e assinatura luminosa integrados.
 
Na prática, isso muda completamente o custo do reparo. Um farol halógeno costuma custar entre R$ 800 e R$ 1 mil no mercado paralelo. Já um farol full LED da mesma linha pode ultrapassar R$ 4 mil por lado. Para as seguradoras, esse valor pesa diretamente no cálculo do risco, elevando o prêmio das versões equipadas com LED.
 
Rodas maiores encarecem pneus e reposição
 
O tamanho das rodas também influencia diretamente no bolso. Em modelos como o Hyundai Creta, versões mais simples usam rodas de 16 ou 17 polegadas, enquanto as topo de linha adotam rodas maiores, com pneus de perfil mais baixo.
 
Além de pneus mais caros e menos resistentes a buracos, a reposição das rodas originais também pesa. Um jogo de rodas aro 18 ou 19 pode ultrapassar R$ 5 mil, enquanto rodas menores ficam mais próximas dos R$ 3 mil. Esse custo maior se reflete no seguro, já que danos urbanos comuns, como impacto em guias ou buracos, se tornam mais caros de reparar.
 
Painel analógico versus digital: mesma plataforma, outro nível de despesa
 
Painéis digitais são cada vez mais comuns e valorizados, mas também representam um ponto sensível fora da garantia. No Volkswagen Virtus, versões de entrada mantêm painel analógico com tela central simples, enquanto versões superiores utilizam cluster totalmente digital, integrado aos sistemas do veículo.
 
Em caso de falha, o painel analógico costuma permitir reparos mais simples ou até substituição por valores entre R$ 1.500 e R$ 2 mil. Já o painel digital geralmente exige troca completa do módulo, com custo que pode ultrapassar R$ 3 mil, além de programação. Esse fator influencia tanto o valor do seguro quanto o custo da franquia em sinistros parciais.
 
ADAS aumentam a segurança e a complexidade do reparo
 
Os sistemas avançados de assistência ao motorista, como frenagem autônoma de emergência e controle de cruzeiro adaptativo, representam um avanço importante em segurança. No Toyota Corolla, por exemplo, versões mais completas contam com radar frontal e câmeras, enquanto as mais simples não possuem esses recursos.
 
Em colisões leves, a diferença de custo é significativa. Um para-choque simples exige reparo básico, enquanto versões com ADAS podem demandar substituição de radar, sensores e recalibração, elevando facilmente o custo para acima de R$ 2 mil apenas em componentes. Isso impacta diretamente o seguro e o valor de reparos fora da cobertura.
 
Peças paralelas nem sempre são alternativa
 
Diante dos altos custos, muitos motoristas consideram o uso de peças paralelas. No entanto, em itens tecnológicos, essa opção costuma ser limitada ou inexistente. Faróis de LED, painéis digitais e sensores de ADAS geralmente exigem peças originais para funcionar corretamente e manter a calibração.
 
Além disso, em veículos ainda na garantia, a instalação de componentes não homologados pode resultar na perda de cobertura de sistemas relacionados. Em alguns casos, seguradoras também podem questionar reparos feitos fora do padrão original.
 
Escolher a versão certa também é planejar o futuro
 
Tecnologia, conforto e segurança seguem sendo grandes atrativos. Faróis de LED iluminam melhor, ADAS reduzem riscos de acidentes e painéis digitais melhoram a experiência ao volante. O ponto central é que, dentro do mesmo modelo, essas escolhas alteram significativamente os custos de manutenção, o valor do seguro e a flexibilidade nos reparos.

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