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Brasil vive onda das fábricas de carro compartilhadas; entenda

Parcerias entre montadoras ganham espaço como saída para reduzir ociosidade industrial e viabilizar a produção local de novos modelos, principalmente chineses

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Brasil vive onda das fábricas de carro compartilhadas; entenda

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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O Brasil vem passando por uma nova fase na indústria automotiva, marcada pelo avanço das chamadas fábricas compartilhadas. Na prática, isso significa que uma mesma planta industrial pode produzir veículos de marcas diferentes, seja por meio de alianças, sociedades ou contratos de terceirização.
 
Esse movimento ganhou força porque o país tem uma capacidade instalada muito maior do que a produção real. Embora as fábricas brasileiras possam montar cerca de 4,5 milhões de veículos por ano, o volume efetivamente produzido ainda fica bem abaixo disso. Ao mesmo tempo, várias marcas chinesas que chegaram recentemente ao mercado brasileiro estudam maneiras de nacionalizar seus modelos e reduzir custos.
 
PARCERIAS AJUDAM A REDUZIR OCIOSIDADE
 
 
A estratégia acaba sendo vantajosa para os dois lados. Para as marcas que estão chegando, a produção local ajuda a escapar da alta do imposto de importação sobre veículos eletrificados e melhora a competitividade. Já para as montadoras ou grupos que já têm fábrica no país, a parceria ajuda a ocupar parte da estrutura que estava parada e melhora o aproveitamento da operação.
 
Hoje, o Brasil já tem casos de fábricas compartilhadas ou com produção dividida em cidades como Anápolis (GO), Catalão (GO), Goiana (PE), Horizonte (CE), São Caetano do Sul (SP), São José dos Campos (SP) e São José dos Pinhais (PR).
 
CAOA, CHERY E CHANGAN
 
Em Anápolis, a Caoa já mantém parceria com a Chery, em um modelo de sociedade que resultou na produção nacional de SUVs da marca. Agora, a mesma planta também deve receber veículos da Changan, em um formato de aliança. A proposta é ampliar a utilização da fábrica com novos modelos chineses produzidos no Brasil.
 
HPE E GAC
 
Em Catalão, a fábrica da HPE, ligada à Mitsubishi no Brasil, foi escolhida para montar veículos da chinesa GAC. Nesse caso, o acordo segue o modelo de produção terceirizada, sem envolvimento societário entre as empresas.
 
STELLANTIS E LEAPMOTOR
 
Em Goiana, a Stellantis também entrou nesse movimento por meio de uma sociedade com a chinesa Leapmotor. A expectativa é que a planta pernambucana passe a montar SUVs eletrificados da nova parceira.
 
PACE, GM E MG
 
No Ceará, a empresa Pace assumiu a antiga estrutura da Troller, em Horizonte, e já iniciou a montagem de modelos elétricos da Chevrolet para a General Motors. A mesma operação também deve receber veículos da chinesa MG, ampliando o uso compartilhado da fábrica.
 
GM E HYUNDAI
 
Outro acordo que chama atenção envolve General Motors e Hyundai. As duas marcas já confirmaram parceria para desenvolver novos produtos voltados à América do Sul, e a expectativa do mercado é que parte da produção futura também envolva compartilhamento das fábricas da GM no Brasil, principalmente em São Caetano do Sul e São José dos Campos.
 
RENAULT E GEELY
 
No Paraná, a Renault firmou sociedade com a Geely, permitindo que a marca chinesa utilize a fábrica de São José dos Pinhais para produzir veículos no Brasil. A previsão é de que modelos eletrificados da empresa comecem a ser montados localmente nos próximos anos.
 
Com isso, o país consolida um novo desenho industrial no setor automotivo, em que dividir estrutura, tecnologia e produção passou a ser uma alternativa importante para reduzir custos, aproveitar melhor as fábricas já instaladas e acelerar a chegada de novos veículos ao mercado brasileiro.

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