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BYD é acusada de manter práticas de trabalho forçado em fábrica na Europa

ONG aponta jornadas extensas e possíveis irregularidades em unidade na Hungria

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BYD é acusada de manter práticas de trabalho forçado em fábrica na Europa

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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A BYD está no centro de uma nova polêmica após denúncias de possíveis práticas irregulares de trabalho em sua fábrica na cidade de Szeged, na Hungria, primeira unidade da marca na Europa.
 
As acusações foram divulgadas pela organização não governamental China Labor Watch, que afirma ter entrevistado mais de 50 trabalhadores envolvidos na operação. Um relatório detalhado sobre o caso deve ser publicado ainda este mês.
 
Segundo a entidade, os relatos indicam jornadas de trabalho de até sete dias por semana, com turnos que poderiam chegar a 12 ou até 14 horas diárias, além de pausas limitadas e ausência de pagamento de horas extras.
 
No Brasil, BYD pagou R$ 40 milhões de indenização após investigações do Ministério do Trabalho — Foto: Divulgação/BYD
 
Outras denúncias incluem atrasos salariais, retenção de pagamentos e cobrança de taxas de recrutamento, o que poderia caracterizar situações de vulnerabilidade financeira para os trabalhadores.
 
A ONG também aponta que alguns funcionários teriam sido levados à Europa com vistos inadequados, o que dificultaria o acesso a direitos trabalhistas e serviços básicos, como atendimento médico em caso de acidentes.
 
Até o momento, as alegações não foram verificadas de forma independente. Procurada por veículos internacionais, a BYD não se manifestou sobre o caso.
 
Acusações envolvem até a retenção dos salários do funcionários na Europa — Foto: Divulgação/BYD
 
A organização ressalta ainda a dificuldade de responsabilização direta da empresa, devido ao uso de terceiros no processo de contratação, o que pode diluir responsabilidades em eventuais irregularidades.
 
Essa não é a primeira vez que a montadora enfrenta questionamentos relacionados a condições de trabalho. Em 2024, a empresa foi alvo de investigações no Brasil, envolvendo denúncias em obras na Bahia, posteriormente resolvidas por meio de acordo judicial.
 
O caso na Europa reacende o debate sobre práticas trabalhistas na cadeia global da indústria automotiva, especialmente em meio à expansão acelerada das montadoras chinesas no mercado internacional.

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