Sistemas com joystick, botões e seletores modernos já são investigados após casos reais de erro na condução
A indústria automotiva evoluiu muito nos últimos anos, mas nem toda inovação facilita a vida de quem dirige. Na prática, alguns carros estão complicando algo simples: trocar de marcha. Montadoras começaram a adotar manoplas diferentes, abandonando o padrão tradicional que todo motorista conhece e isso já começa a gerar preocupação.
MANOPLAS DIFERENTES CONFUNDEM MOTORISTAS
Hoje, diversos veículos utilizam sistemas fora do padrão convencional.
A CAOA Chery, por exemplo, aposta em manoplas estilo joystick em modelos como Caoa Chery Tiggo 5X e Caoa Chery Arrizo 6. Já a BYD utiliza um seletor em formato de esfera em modelos como o BYD Song Pro.
O problema não está apenas no design. Muitos motoristas relatam dificuldade em entender o funcionamento desses sistemas.
SITUAÇÕES REAIS MOSTRAM O RISCO
Casos concretos já evidenciam o problema.
Uma motorista, nos Estados Unidos, ficou presa dentro de um Nissan Rogue alugado após não conseguir operar corretamente o câmbio. A situação só foi resolvida após retorno à locadora.
O que deveria ser uma ação básica acabou se tornando um transtorno.
AUTORIDADES INVESTIGAM CASOS
O tema também chamou atenção de órgãos reguladores.
A National Highway Traffic Safety Administration já investiga incidentes relacionados a esses sistemas. Há registros, inclusive, de casos graves, com relatos de acidentes e até vítima fatal associada ao uso incorreto.
Outro exemplo envolve a Chrysler, que adotou um seletor giratório na Chrysler Pacifica. O detalhe é que o comando fica próximo ao controle de volume do som, o que pode gerar confusão durante o uso.
FALTA DE FEEDBACK É O PRINCIPAL PROBLEMA
Segundo especialistas, a principal falha desses sistemas está no chamado “feedback”.
Ou seja, o motorista não tem uma resposta clara ao trocar a marcha, o que aumenta o risco de erro, principalmente para quem não está familiarizado com o veículo.
Além disso, muitos comandos não são intuitivos e exigem adaptação.
E NO BRASIL
Até o momento, não há registros oficiais de acidentes no Brasil relacionados a esse tipo de câmbio.
Mesmo assim, o alerta já está feito. Com a tendência de adoção dessas tecnologias, cresce também a responsabilidade das montadoras em garantir que inovação não comprometa a segurança.