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Carros chineses podem representar até um terço do mercado brasileiro até 2030, apontam especialistas

Marcas asiáticas já concentram 15% das vendas de veículos leves no Brasil e seguem em forte expansão

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Carros chineses podem representar até um terço do mercado brasileiro até 2030, apontam especialistas

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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As montadoras chinesas seguem ampliando espaço no mercado automotivo brasileiro e já representam 15% das vendas de veículos leves no país em 2026. A projeção de especialistas do setor aponta que esse percentual poderá chegar entre 25% e 30% até 2030.
 
Os números refletem o avanço acelerado das fabricantes asiáticas no Brasil nos últimos anos, principalmente com modelos eletrificados, híbridos e veículos com forte apelo tecnológico.
 
Segundo dados do setor, dos 834.688 automóveis e comerciais leves emplacados no Brasil entre janeiro e abril deste ano, quase 125 mil unidades pertencem a marcas chinesas.
 
Somente em abril, a participação das fabricantes da China já atingiu 17,3% do mercado nacional.
 
Novas marcas seguem chegando ao Brasil
 
O mercado brasileiro recebeu recentemente uma nova onda de fabricantes chinesas.
 
Entre as marcas que iniciaram operações no país estão:
  • Omoda Jaecoo;
  • GAC;
  • MG;
  • Geely;
  • Leapmotor;
  • Jetour;
  • Denza;
  • Caoa Changan.
 
Elas se juntam a empresas que já vinham crescendo no país, como:
  • BYD;
  • GWM;
  • Zeekr.
 
Outras marcas ainda devem desembarcar no Brasil até o fim de 2026.
 
Especialistas apontam crescimento contínuo
 
Para especialistas do setor automotivo, o crescimento das chinesas ainda está longe do limite.
 
Consultores avaliam que o consumidor brasileiro vem demonstrando forte interesse por:
  • tecnologia embarcada;
  • design moderno;
  • veículos híbridos e elétricos;
  • melhor relação custo-benefício.
 
Além disso, o avanço da eletrificação também favorece as fabricantes chinesas, que atualmente lideram o segmento global de veículos elétricos.
 
Produção nacional será fator decisivo
 
Apesar do crescimento, especialistas apontam que o futuro das marcas chinesas no Brasil dependerá da ampliação da produção nacional.
 
Atualmente, a BYD aparece como uma das empresas com maior projeto industrial em andamento no país.
 
A avaliação do setor é de que somente importar veículos pode limitar o crescimento futuro devido aos custos logísticos e ao aumento do imposto de importação para elétricos e híbridos.
 
Pós-venda será desafio importante
 
Outro ponto considerado decisivo para a consolidação das chinesas no Brasil será o pós-venda.
 
Disponibilidade de peças, manutenção rápida, rede de concessionárias e qualidade no atendimento deverão influenciar diretamente na fidelização dos consumidores.
 
Mesmo assim, a expectativa do mercado é de que as marcas chinesas continuem crescendo nos próximos anos e disputando espaço diretamente com fabricantes tradicionais já consolidadas no Brasil.

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