Medida busca reduzir dependência externa e proteger mercado interno das oscilações do petróleo
O governo federal pretende elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda em 2026.
A proposta foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que indicou a implementação ainda no primeiro semestre.
Objetivo da medida
A iniciativa tem como foco reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e proteger o mercado interno das oscilações no preço do petróleo, especialmente em cenários de instabilidade internacional.
Além disso, a proposta está alinhada às diretrizes da chamada Lei do Combustível do Futuro.
Impacto nos veículos
Do ponto de vista técnico, a mudança não deve gerar grandes impactos para a maioria da frota nacional.
Atualmente, cerca de 80% dos veículos em circulação no Brasil são flex, preparados para operar com diferentes proporções de etanol e gasolina.
Mesmo veículos movidos apenas a gasolina tendem a suportar a nova mistura sem prejuízos significativos.
Como o carro se adapta
O sistema eletrônico dos veículos modernos é responsável por ajustar automaticamente a queima do combustível.
Isso ocorre por meio da sonda lambda, que identifica a proporção da mistura e permite que o motor funcione de forma adequada.
Segundo especialistas, misturas entre 22% e 40% de etanol não representam riscos relevantes para os componentes.
Ponto de atenção
O principal risco está no uso de combustível adulterado.
Misturas fora do padrão ou com presença de água podem causar danos ao sistema, já que os motores não são projetados para essas condições.
Próximos passos
A proposta de 32% é vista como uma etapa intermediária.
O governo já estuda ampliar a mistura para até 35% no futuro.
Para isso, serão realizados testes técnicos e laboratoriais, com investimento previsto de cerca de R$ 30 milhões.
Resumo da proposta
-
Mistura atual: 30% de etanol
-
Nova meta: 32% ainda em 2026
-
Estudo futuro: até 35%
-
Frota flex no Brasil: cerca de 80%
-
Investimento em testes: R$ 30 milhões
A mudança reforça a estratégia do país de ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência de fontes fósseis.