Manter o carro em “D” no semáforo não altera de forma relevante o consumo, mas hábitos ao volante podem impactar freios e transmissão.
Nos congestionamentos urbanos, uma dúvida recorrente entre motoristas de carros automáticos é se permanecer em Drive (D) com o freio pressionado gasta mais combustível do que colocar o câmbio em Neutro (N) ou Park (P).
Quando o veículo está parado, o motor opera em marcha lenta. Nessa condição, o consumo é baixo e ocorre praticamente independentemente da posição do câmbio. Em “D”, o conversor de torque mantém uma leve transmissão de força às rodas, o chamado creep, o que impõe pequena carga ao sistema. O impacto no consumo, contudo, é considerado marginal.
A posição “P”, por sua vez, aciona uma trava mecânica na transmissão. Seu uso repetitivo em paradas curtas não é recomendado, pois não traz ganho relevante de consumo e pode aumentar o desgaste do mecanismo.
A recomendação mais aceita permanece simples. Em paradas rápidas, manter o veículo em “D” com o freio pressionado. Em tempos mais longos de espera, utilizar “N”, prática mais associada à redução de esforço mecânico do que à economia de combustível.
E faz mal para o freio?
Segurar o carro no semáforo com o pedal pressionado não provoca desgaste significativo do sistema de freios. Diferentemente do que muitos imaginam, o desgaste ocorre principalmente durante o atrito em movimento, ou seja, nas frenagens, não com o veículo completamente imobilizado.
O que pode ser prejudicial é manter o carro em rampas usando apenas o freio para “segurar” o veículo, situação que pode elevar a temperatura dos componentes ao longo do tempo. Em aclives, o uso do freio de estacionamento ou do assistente de partida em rampa, quando disponível, é a prática mais adequada.
Na prática, fatores como tempo total em marcha lenta, uso do ar-condicionado e estilo de condução continuam sendo muito mais determinantes para o consumo do que a escolha entre “D” e “N” no semáforo.