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Produção de veículos de 9 montadoras é suspensa na Argentina após greve geral

Paralisação atingiu fábricas e interrompeu produção de veículos e autopeças.

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Produção de veículos de 9 montadoras é suspensa na Argentina após greve geral

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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A produção de veículos de grandes montadoras foi paralisada na Argentina nesta quinta-feira (19), em meio à greve geral convocada no país. O movimento é um protesto direto contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei.
 
De acordo com informações divulgadas pela imprensa argentina, não houve produção de veículos ou autopeças ao longo do dia. Ao todo, nove fábricas tiveram as atividades suspensas, incluindo unidades de montadoras como Toyota, Mercedes-Benz, Renault, Volkswagen, Ford, General Motors e Stellantis.
 
As plantas industriais atingidas produzem modelos amplamente conhecidos no mercado brasileiro, entre eles Toyota Hilux, SW4, Ford Ranger, Volkswagen Amarok e Chevrolet Tracker.
 
A paralisação chama atenção pelo impacto regional, já que a Argentina figura como um dos principais fornecedores de veículos para o Brasil, especialmente no segmento de picapes e SUVs.
 
Reforma trabalhista
 
A proposta de reforma trabalhista defendida pelo governo argentino prevê mudanças em regras relacionadas à jornada de trabalho, férias, indenizações, licenças médicas e negociações coletivas.
 
O texto já obteve aprovação parcial no Senado após negociações políticas. Agora, a matéria segue para análise na Câmara dos Deputados.
 
Impactos da greve
 
A greve geral afetou diversos setores da economia argentina. Desde a meia-noite, trens, metrôs e parte dos voos foram suspensos em várias regiões do país.
 
A Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos, afetando mais de 31 mil passageiros.
 
Além do setor de transportes, aderiram ao movimento servidores públicos, bancários, comerciários, trabalhadores da indústria, caminhoneiros e profissionais de serviços.
 
Segundo estimativas divulgadas pela imprensa local, o impacto econômico da paralisação pode alcançar cifras milionárias, refletindo a dimensão do movimento sindical.
 
O cenário amplia as incertezas no setor automotivo argentino, que já enfrenta desafios ligados à demanda interna, exportações e custos industriais.

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