Novas regras reduzem custo mínimo, mas elevam preço para quem precisa de mais aulas
As mudanças recentes no processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil trouxeram uma promessa de redução de custos. No entanto, na prática, o cenário varia de acordo com o perfil do candidato.
Enquanto quem já sabe dirigir pode gastar menos, aqueles que precisam de mais aulas práticas acabam pagando mais caro do que antes.
MENOS BUROCRACIA
Com a chamada “CNH do Brasil”, o candidato não é mais obrigado a frequentar autoescola. O processo pode ser iniciado diretamente pelo site ou aplicativo do governo, e o conteúdo teórico também passou a ser gratuito.
Além disso, não há mais exigência de 20 aulas práticas. Agora, o mínimo obrigatório é de apenas duas horas de aula antes da prova.
CUSTO MENOR… DEPENDE
Para quem opta por fazer apenas o mínimo exigido, o custo caiu significativamente. Hoje, duas aulas práticas custam, em média, R$ 460.
Somando taxas e exames, o valor total pode ficar em torno de R$ 884, bem abaixo dos cerca de R$ 1.935 cobrados anteriormente.
MAS FICOU MAIS CARO PARA APRENDER
Por outro lado, o valor por aula aumentou de forma expressiva. Antes, o custo médio por hora era de cerca de R$ 60. Agora, pode chegar a aproximadamente R$ 230.
Isso significa que, para quem precisa de mais prática:
• 6 aulas: cerca de R$ 890
• 10 aulas: cerca de R$ 1.250
• 20 aulas: até R$ 2.200
Com todos os custos incluídos, o valor total pode chegar a aproximadamente R$ 2.600.
OUTROS CUSTOS
Além das aulas, o candidato ainda precisa pagar:
• exame médico e psicotécnico: até R$ 180
• prova teórica: cerca de R$ 52,83
• prova prática: cerca de R$ 52,83
• emissão da CNH: cerca de R$ 137,79
A partir de julho de 2026, também será exigido exame toxicológico para categorias A e B, com valor ainda indefinido.