Acidente na pista do Aeroporto LaGuardia matou piloto e copiloto, deixou feridos e provocou suspensão das operações
Um avião da Air Canada Express colidiu com um caminhão de bombeiros na noite de domingo (22), durante procedimento em pista no Aeroporto LaGuardia, em Nova York, e deixou dois mortos. As vítimas foram o piloto e o copiloto da aeronave, segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa norte-americana.
COLISÃO NA PISTA
A aeronave envolvida no acidente era um jato CRJ-900, operado pela Jazz Aviation em parceria com a Air Canada, no voo AC8646, que havia partido de Montreal com destino a Nova York. O impacto aconteceu por volta das 23h40 de domingo, quando o avião atingiu um caminhão de combate a incêndios que cruzava a pista para atender outra ocorrência no aeroporto.
De acordo com as informações preliminares, o caminhão de bombeiros se deslocava para dar apoio a outro atendimento dentro do terminal. Momentos antes da colisão, o veículo teria recebido autorização para cruzar a pista, mas o comando para interromper a manobra teria sido dado tarde demais.
MORTOS E FERIDOS
A lista inicial apontava 76 pessoas a bordo da aeronave, sendo 72 passageiros e quatro tripulantes. Além da morte do piloto e do copiloto, outras pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico após o impacto.
Imagens registradas após o acidente mostram a parte frontal da aeronave gravemente destruída e a área cercada por veículos de emergência. O caso causou grande mobilização no aeroporto e forte repercussão.
AEROPORTO TEVE OPERAÇÕES SUSPENSAS
Após a colisão, as operações no LaGuardia foram interrompidas temporariamente para atendimento da ocorrência e início dos trabalhos de perícia. A suspensão afetou pousos e decolagens e gerou reflexos na malha aérea.
INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos abriu investigação para apurar as causas do acidente. A linha inicial da apuração inclui a análise das comunicações da torre de controle, da movimentação em pista e dos gravadores de voo da aeronave.
O caso passou a ser tratado como um dos episódios mais graves recentes em solo aeroportuário nos Estados Unidos e reacendeu o debate sobre segurança operacional em aeroportos de grande movimento.