Os veículos eletrificados seguem ganhando espaço no mercado brasileiro, mas esse avanço ainda não foi suficiente para reduzir o consumo de gasolina e diesel no país. Embora tenham representado 23,3% dos emplacamentos de veículos leves em julho, os modelos eletrificados ainda correspondem a uma pequena parcela da frota que circula diariamente pelas ruas.
Segundo levantamento da ABVE, o Brasil já acumula cerca de 900 mil veículos leves eletrificados desde 2012. No entanto, diante de uma frota nacional superior a 130 milhões de veículos, os modelos eletrificados representam pouco mais de 1% do total em circulação.
Essa diferença explica por que os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) ainda apontam crescimento no consumo de combustíveis. No primeiro trimestre de 2026, as vendas de diesel aumentaram 2,8%, enquanto a gasolina registrou alta de 2,1%. Apenas o etanol hidratado apresentou queda no período.
Frota demora mais para mudar
Enquanto os emplacamentos mostram uma rápida evolução dos eletrificados, a renovação da frota acontece de forma muito mais lenta. Milhões de automóveis, motocicletas, caminhonetes e caminhões movidos a gasolina, etanol e diesel continuam em circulação, mantendo elevada a demanda por combustíveis.
Além disso, boa parte dos veículos eletrificados vendidos atualmente ainda utiliza motores a combustão. Modelos híbridos convencionais (HEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos flex e elétricos com extensor de autonomia (REEV) reduzem o consumo de combustível, mas não eliminam totalmente a necessidade de abastecimento.
Cada elétrico faz diferença
Estudos sobre mobilidade indicam que um automóvel brasileiro roda, em média, cerca de 12,5 mil quilômetros por ano. Considerando um consumo médio de 11 km/l, um veículo 100% elétrico deixa de consumir aproximadamente 1.140 litros de gasolina por ano.
Se o país atingir marcos maiores de eletrificação, o impacto passa a ser significativo. A estimativa é que:
Se o país atingir marcos maiores de eletrificação, o impacto passa a ser significativo. A estimativa é que:
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Mesmo assim, especialistas apontam que a redução no consumo nacional dependerá principalmente da velocidade de renovação da frota brasileira. Até que os veículos totalmente elétricos representem uma parcela mais expressiva dos automóveis em circulação, o crescimento dos emplacamentos continuará convivendo com uma demanda elevada por gasolina e diesel.