As companhias aéreas Gol, Azul e Latam Brasil formalizaram junto ao Ministério de Portos e Aeroportos os pedidos de acesso à nova linha de crédito destinada ao setor aéreo brasileiro. O programa contará com R$ 5,5 bilhões em recursos provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e tem como objetivo apoiar financeiramente as empresas em um momento de pressão sobre os custos operacionais.
 
A iniciativa foi oficializada após a aprovação das resoluções do Comitê Gestor do Fnac, responsável por definir os critérios, limites de financiamento e contrapartidas exigidas das empresas interessadas. A operação financeira será conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
Pelas regras estabelecidas, companhias que possuem mais de 5% de participação no mercado doméstico poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada. Além de Gol, Azul e Latam, a companhia aérea Abaeté também apresentou solicitação para participar do programa, mas estará sujeita ao limite destinado às empresas de menor porte, de até R$ 166 milhões.
 
A criação da linha de crédito ocorre em um cenário de desafios para o setor aéreo nacional. Entre os principais fatores apontados pelas empresas está o aumento dos custos operacionais, especialmente do querosene de aviação (QAV), que representa uma parcela significativa das despesas das companhias.
 
Segundo o governo federal, os recursos poderão contribuir para ampliar a capacidade de investimento das empresas, fortalecer as operações e manter a conectividade aérea em diferentes regiões do país. No entanto, a liberação dos financiamentos dependerá do cumprimento de todas as exigências estabelecidas pelo BNDES e pelo Comitê Gestor do Fnac.
 
A expectativa é que a medida ofereça maior fôlego financeiro ao setor nos próximos anos, permitindo que as companhias enfrentem os desafios econômicos e operacionais enquanto ampliam a oferta de voos e serviços aos passageiros brasileiros.