Dona de Volkswagen Tiguan afirma ter sofrido queimaduras de segundo grau durante uso do sistema de aquecimento dos bancos
Uma proprietária de um Volkswagen Tiguan processou a montadora nos Estados Unidos após afirmar ter sofrido queimaduras de segundo grau causadas pelo sistema de aquecimento dos bancos do SUV.
O caso aconteceu em 2023 e segue em análise na Justiça norte-americana.
Passageira relatou queimaduras após viagem
Segundo o processo, Emily LaPrade estava no banco dianteiro do passageiro durante uma viagem ao lado do marido quando utilizou o sistema de aquecimento do assento na potência máxima por cerca de 20 a 30 minutos.
Depois disso, ela reduziu a intensidade para um nível intermediário e continuou utilizando o recurso por aproximadamente mais uma hora.
Ao chegar em casa, a mulher afirmou ter percebido uma bolha na pele, que posteriormente teria sido identificada como queimadura de segundo grau.
Mulher é paraplégica
De acordo com os documentos do processo, Emily é paraplégica desde um acidente ocorrido há cerca de 12 anos e possui sensibilidade reduzida na parte inferior do corpo.
Segundo a defesa da Volkswagen, justamente por esse motivo o manual do veículo alerta que pessoas com sensibilidade reduzida ao calor ou à dor devem evitar o uso do sistema de aquecimento dos bancos.
A montadora argumentou ainda que Emily e o marido admitiram não ter lido as instruções do manual.
A Justiça aceitou essa parte da defesa e retirou da ação a acusação de que a Volkswagen teria falhado em alertar corretamente os consumidores.
Processo continua por possível superaquecimento
Apesar disso, a ação segue em andamento por outro motivo.
A juíza responsável pelo caso considerou válida a discussão sobre a possibilidade de os assentos atingirem temperaturas excessivamente altas, capazes de provocar queimaduras.
Segundo a perícia apresentada no processo, o sistema pode apresentar superaquecimento em determinadas situações.
Volkswagen questiona perícia
A Volkswagen contestou o laudo técnico utilizado pela autora do processo.
A montadora afirmou que o especialista responsável pelos testes:
-
não possui experiência em projetos automotivos;
-
analisou apenas o Tiguan;
-
não avaliou outros veículos da marca.
Mesmo assim, a juíza autorizou que o perito participe do julgamento para apresentar os resultados obtidos durante os testes realizados.
Caso acende alerta sobre uso do sistema
Até o momento, a Justiça não considerou a Volkswagen culpada pelas lesões alegadas pela passageira.
Mesmo assim, o episódio reacendeu discussões sobre os cuidados necessários no uso de assentos aquecidos, principalmente em pessoas com:
-
sensibilidade reduzida;
-
problemas neurológicos;
-
dificuldade de percepção térmica.
O sistema é cada vez mais comum em SUVs e veículos premium vendidos ao redor do mundo, incluindo modelos comercializados no Brasil.