A febre do tuning, impulsionada pelo sucesso de filmes como Velozes e Furiosos, foi tão forte no Brasil durante os anos 2000 que chegou aos estandes das próprias montadoras.
No Salão do Automóvel de São Paulo de 2004, Fiat, Chevrolet, Ford e Land Rover apresentaram veículos modificados, com alterações que iam de grandes aerofólios e rodas especiais a sistemas de som, telas e iluminação. Anos depois, a Volkswagen também entrou na onda.
Fiat Stilo chamou atenção de Michael Schumacher
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Um dos destaques foi um Fiat Stilo tunado, apresentado pela montadora no Salão de 2004.
O carro recebeu modificações principalmente visuais e chamou a atenção de Michael Schumacher, que estava no evento para o lançamento de uma série especial do Stilo que levava seu nome.
Segundo o relato da Autoesporte, o piloto teria perguntado sobre o desempenho do veículo, mas a Fiat não tinha grandes novidades para apresentar nesse aspecto. O projeto exposto era essencialmente um show-car, sem modificações relevantes na mecânica ou no interior.
Chevrolet Corsa ganhou som e luzes de néon
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No estande da Chevrolet, o protagonista foi um Corsa C hatch preparado para entrar no clima do tuning.
O exterior era menos radical que o do Stilo, mas o interior e o porta-malas concentravam uma verdadeira parafernália de personalização, com alto-falantes, módulos de som, telas e iluminação de néon instalada na parte inferior da carroceria.
Ford Fiesta tinha aerofólio enorme
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A Ford apresentou o Fiesta Sedan STX, tratado na época como uma espécie de carro-conceito.
O modelo tinha uma preparação mais discreta, mas chamava atenção pelo grande aerofólio traseiro e pelas lanternas traseiras de cristal.
Curiosamente, esse último elemento acabou chegando posteriormente aos carros de produção na reestilização do Fiesta de 2010.
Até o Land Rover Defender entrou na brincadeira
O tuning também chegou a uma marca que, à primeira vista, parecia distante daquele universo.
A Land Rover levou ao Salão de São Paulo o Defender 90 Flame, um projeto personalizado que transformava o tradicional utilitário em um dos veículos mais chamativos do evento.
O próprio nome “Flame” já fazia referência à proposta visual do modelo.
Citroën apoiou C3 preparado por concessionária
A Citroën também acabou envolvida com a tendência.
Em 2004, uma concessionária de Brasília, a Saint Moritz, preparou um Citroën C3 para exposições e concursos de tuning. O projeto chegou a receber premiações em alguns desses eventos.
Volkswagen voltou ao tuning em 2007
A Volkswagen entrou mais fortemente na tendência alguns anos depois.
Em 2007, a marca foi a principal patrocinadora do Salão de Acessórios e montou um estande com diversos projetos personalizados.
Entre os modelos modificados estavam Gol G4, Fox, Golf 4,5, Polo e New Beetle, mostrando como a cultura do tuning ainda tinha espaço entre os consumidores brasileiros naquele período.
Uma fase marcante dos anos 2000
A participação das montadoras mostra como o tuning deixou de ser apenas uma cultura de preparação independente e passou a fazer parte das estratégias de exposição das próprias fabricantes.
Na época, rodas grandes, aerofólios, pinturas chamativas, sistemas de som, telas e iluminação eram alguns dos elementos mais associados à personalização automotiva.
Mais de 20 anos depois, esses projetos ficaram como registros de uma fase específica do mercado brasileiro, quando a estética de Velozes e Furiosos chegou até aos estandes das fabricantes.