A BYD lançou na China a segunda geração do Dolphin Mini, conhecido no mercado asiático como Seagull. O hatch elétrico passou por mudanças importantes no conjunto mecânico, na bateria, no interior e nas dimensões. Um dos principais destaques é o sistema de recarga ultrarrápida, que permite elevar a carga da bateria de 10% para 70% em apenas cinco minutos, em condições compatíveis de carregamento.
 
A chegada ao Brasil está prevista para 2028, segundo informações atribuídas ao vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy. A nova geração deverá conviver com o modelo vendido atualmente no país, ampliando as opções da marca no segmento de elétricos compactos.
 
Recarga de 5 minutos e autonomia de até 420 km
 
 
Na China, o novo Dolphin Mini foi apresentado em cinco versões. Três delas — Comfort, Flying e Smart — contam com carregamento ultrarrápido e bateria de 39,2 kWh, com autonomia anunciada de até 420 quilômetros pelo ciclo chinês CLTC.
 
As outras duas configurações, Vitality e Freedom, utilizam bateria de 30,1 kWh e têm autonomia declarada de até 320 quilômetros, também pelo padrão CLTC. Essas versões não oferecem o mesmo sistema de recarga ultrarrápida.
 
Os números de autonomia seguem o ciclo de homologação chinês e não devem ser comparados diretamente com resultados de outros padrões de medição. A capacidade de recarga em cinco minutos também depende de uma estação de alta potência compatível, além das condições da bateria e da temperatura.
 
Ainda não há confirmação de quais versões e especificações serão comercializadas no Brasil.
 
Motor traseiro chega a 129 cv
 
A nova geração também ganhou potência. As versões de entrada utilizam motor elétrico traseiro de 114 cv, enquanto as configurações com bateria maior e recarga ultrarrápida chegam a 129 cv.
 
O modelo atual vendido no Brasil entrega 75 cv. A mudança representa um aumento significativo de potência e aproxima o hatch de concorrentes como o Geely EX2.
 
Outra alteração importante é a transferência do motor para o eixo traseiro. Com isso, a BYD abriu espaço para um compartimento de bagagem dianteiro, com capacidade informada de 94 litros, que complementa o porta-malas convencional.
 
Novo Dolphin Mini ficou maior
 
O hatch cresceu consideravelmente e passou a ter dimensões próximas às de modelos compactos tradicionais.
  • Comprimento: 4,20 metros.
  • Largura: 1,81 metro.
  • Altura: 1,57 metro.
  • Entre-eixos: 2,65 metros.
 
Na comparação com a geração atual, são 42 centímetros a mais no comprimento e 15 centímetros adicionais na distância entre os eixos. A mudança pode favorecer o espaço interno e ampliar a versatilidade do veículo.
 
O novo modelo também supera em comprimento o BYD Dolphin GS, que mede 4,12 metros, de acordo com os números citados na reportagem original.
 
Interior muda e central multimídia cresce
 
 
A cabine passou por uma reformulação importante. Uma das mudanças mais marcantes é a retirada do painel de instrumentos tradicional à frente do motorista. As informações do veículo, como velocidade e autonomia, passam a ser concentradas na central multimídia.
 
A tela cresceu de 10,1 para 15,6 polegadas e deixou de ter o mecanismo giratório presente na geração atual. O console central também foi redesenhado, com dois níveis, enquanto a seleção de marchas passa a ser feita por uma haste na coluna de direção.
 
Na China, a lista de equipamentos inclui bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução de 50 W, sistema de som com oito alto-falantes, ar-condicionado automático e recursos de assistência à condução. A oferta desses itens no Brasil ainda depende de confirmação.
 
Preço brasileiro ainda não foi divulgado
 
Na China, os preços anunciados para as cinco versões variam entre o equivalente a aproximadamente R$ 49,5 mil e R$ 75,3 mil, em conversão direta. Esses valores não representam uma estimativa de preço para o Brasil, pois não incluem necessariamente impostos, custos de importação, logística e outros fatores do mercado nacional.
 
Por aqui, a expectativa é que a nova geração fique posicionada acima do Dolphin Mini atual e abaixo do BYD Dolphin. A fabricante, porém, ainda não divulgou preços, versões ou especificações definitivas para o mercado brasileiro.
 
Com mais potência, maior porte e uma tecnologia de recarga mais rápida, o novo Dolphin Mini deverá ampliar a disputa entre os carros elétricos compactos quando chegar ao país, em 2028.