O trágico acidente ocorrido na manhã deste domingo (23), na BR-319, próximo à ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho, passou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
 
A mudança na condução do caso ocorreu após a autoridade policial avaliar a dinâmica do acidente e a conduta do motorista do caminhão após o atropelamento que matou a ciclista Waldirene Miranda, de 58 anos. Inicialmente registrado como homicídio culposo, o caso agora é tratado como homicídio com dolo eventual.
 
Motorista teria retornado ao local após atropelamento
 
Waldirene pedalava com um grupo de ciclistas no sentido Porto Velho a Humaitá, quando foi atingida por trás por um caminhão-trator Mercedes-Benz Actros. A ciclista morreu ainda no local.
 
Após a colisão, segundo a investigação, o motorista teria retornado à cena e direcionado intencionalmente o veículo contra populares que prestavam socorro e tentavam proteger o corpo da vítima.
 
Na sequência, o caminhoneiro teria atingido um automóvel Voyage branco, utilizado para fazer a contenção da área, e fugido pela região.
 
O veículo acabou sendo localizado posteriormente na região do bairro Panair, onde o motorista foi preso pela Polícia Militar.
 
Indícios de embriaguez também são apurados
 
Segundo as informações da ocorrência, o motorista teria se recusado a realizar o teste do etilômetro. Os policiais, porém, teriam constatado sinais de alteração da capacidade psicomotora e encontrado latas de cerveja na cabine do caminhão.
 
Ainda de acordo com o relato, o próprio motorista teria admitido ter consumido álcool durante a madrugada.
 
Caso passa a ser investigado pelo DHPP
 
Com a entrada do DHPP na investigação, a autoridade policial considera que a conduta atribuída ao motorista após o atropelamento, somada aos indícios de embriaguez, pode caracterizar dolo eventual — situação em que o agente, mesmo sem necessariamente desejar diretamente o resultado, assume o risco de produzi-lo.
 
O inquérito seguirá sob responsabilidade especializada do Departamento de Homicídios, que deverá aprofundar a apuração dos fatos, reunir provas e encaminhar o caso ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
 
A investigação ainda deverá esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência e a responsabilidade criminal do motorista.