Radares utilizados na fiscalização de velocidade estão se tornando alvos de furtos e depredações em ruas e avenidas de São Paulo. O problema envolve a retirada de componentes eletrônicos e metálicos dos equipamentos, que podem ter valor comercial e ser destinados à revenda irregular.
Além do prejuízo causado pela perda das peças, os crimes podem comprometer o funcionamento dos radares e interromper temporariamente a fiscalização de velocidade nos trechos afetados.
Equipamentos podem custar mais de R$ 150 mil
O valor de um radar varia conforme o modelo, a tecnologia utilizada e os recursos de fiscalização. Equipamentos desse tipo podem custar a partir de R$ 100 mil, ultrapassando R$ 150 mil em determinadas configurações.
Quando há furto de componentes ou danos à estrutura, os gastos com reparos e reposição de peças representam despesas adicionais para o poder público.
CET instala proteções metálicas
Para tentar reduzir os casos, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a instalar proteções metálicas nos postes que sustentam os equipamentos.
A estrutura busca dificultar o acesso aos componentes internos e diminuir a ocorrência de furtos e depredações. Os primeiros pontos contemplados são locais que já registraram problemas semelhantes.
O furto de peças e a danificação de equipamentos públicos também podem resultar em responsabilização criminal, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.
O caso levanta discussões sobre a preservação dos equipamentos de fiscalização e os custos necessários para manter os sistemas de controle de velocidade em funcionamento.